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Estudo aponta que Aquífero Guarani pode abastecer Ribeirão Preto até 2050

Divulgação
há 3 minutos
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Aquífero Guarani

O Aquífero Guarani tem capacidade para continuar abastecendo Ribeirão Preto até 2050, mas a cidade precisará mudar a forma como retira e distribui a água subterrânea para evitar o agravamento dos rebaixamentos nas áreas onde existe maior pressão sobre o manancial.


A conclusão faz parte de um estudo técnico finalizado em abril de 2026 e divulgado nesta semana. O trabalho foi elaborado pela Tritium Geologia e Meio Ambiente para a Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Saerp).


O levantamento, intitulado “Sistema Aquífero Guarani: capacidade máxima, resiliência e sustentabilidade para o abastecimento público e privado de Ribeirão Preto”, reúne dados coletados entre 2024 e 2026, incluindo informações sobre poços, monitoramento do sistema, modelo hidrogeológico em 3D e simulações sobre o comportamento do aquífero.


Os resultados indicam que a utilização do Aquífero Guarani para o abastecimento de Ribeirão Preto continua viável, desde que a exploração seja planejada, monitorada e redistribuída. A intenção é diminuir a pressão sobre pontos onde o nível da água subterrânea apresenta maior rebaixamento.


A capacidade máxima recomendada de utilização foi estimada em aproximadamente 9 mil litros por segundo. Ribeirão Preto possui uma característica importante nesse cenário: todo o abastecimento público do município é feito com água subterrânea do Aquífero Guarani.


Embora a pesquisa tenha analisado especificamente Ribeirão Preto, o tema também tem importância regional. O Aquífero Guarani se estende por outros municípios da região, incluindo Jardinópolis, e os resultados do estudo chegaram a ser apresentados ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo.


As projeções apresentadas no levantamento, entretanto, são específicas para Ribeirão Preto. Portanto, a estimativa de capacidade de abastecimento até 2050 não pode ser aplicada automaticamente a Jardinópolis ou aos demais municípios que também utilizam águas do Aquífero Guarani.


Foto: Carlos Trinca/EPTV


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