Ipês são cortados de praça em Jardinópolis e Prefeitura não responde qual o motivo
- Divulgação
- 22 de ago.
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Árvores tinham aproximadamente 50 anos
Nesta semana dois Ipês foram cortadas na praça João Guimarães, quase em frente a entrada do estacionamento da Câmara Municipal de Jardinópolis.
As árvores ficavam na rua Sete Setembro, e faziam parte da paisagem local por pelo menos 50 anos, ou até mais.




Segundo ambientalista, esses dois ipês seriam do tipo roxo, e sua flora acontece entre os meses de maio e agosto, por conta do período mais seco, sendo o primeiro dos ipês a florescer com flores de tons rosa e lilás, o que termina com a perda de todas as folhas no final do período de flora. A frutificação desse ipê produz vagens de até 25 centímetros de comprimento, que abrigam as sementes aladas.
"É difícil determinar a idade exata delas apenas olhando ou pelo tamanho, mas teriam possivelmente de 50 anos até mais do que isso", comentou.
Para saber a idade teria que contar os anéis de crescimento do tronco usando um "trado de Pressler", que extrai uma amostra do centro sem precisar derrubar a árvore, ou contando os anéis do toco depois de cortada, onde cada par de anéis claros e escuros representa um ano. (fonte: escoladebotanica.com.br)

Procuramos a Prefeitura Municipal através da assessoria de imprensa por email e questionamos se existe alguma questão técnica para o corte dos ipês, e se sim, qual seria, além de questionarmos quais os laudos correspondentes para comprovar a necessidade do corte das duas árvores.
Até a publicação desta matéria a Prefeitura não respondeu a nosso email.
Procuramos alguma informação sobre o corte desses dois ipês no site da prefeitura e em suas redes sociais, mas não encontramos qualquer menção, ainda assim, a própria prefeitura publicou hoje (22) uma nota de alerta para a baixa umidade do ar.
De acordo com o engenheiro florestal José Hamilton de Aguirre Junior, mestre em Arborização Urbana e Agronomia, as árvores têm papel fundamental na manutenção da umidade do ar e na redução de ilhas de calor nos centros urbanos.
“O asfalto é a área da cidade que mais acumula e reflete calor. A arborização tem que ser implantada de maneira a cobrir o asfalto, porque daí liberaria também menos calor para a superfície e para a atmosfera, reduzindo assim os efeitos das ilhas de calor”, diz José Hamilton.

Fontes: Site Escola de Botânica / G1
Fotos: Renato Gomes
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