• Renato Gomes

Novo auxílio emergencial começa a ser pago em abril: Entenda como vai funcionar

Só vai receber o novo auxílio quem já recebeu no ano passado; o pagamento começa em 6 de abril e será feito em quatro parcelas; valor será de R$ 250 por família, com valores diferenciados para aquelas comandadas por mulheres que criam filhos sozinhas. Pessoas sozinhas vão receber R$ 150.

O governo federal anunciou hoje o calendário oficial de pagamento do auxílio emergencial 2021. O pagamento começará a ser feito a partir da próxima terça-feira (6), com depósitos em contas digitais na Caixa Econômica Federal.


A nova rodada terá quatro parcelas e o calendário de pagamento vai variar conforme a data de nascimento do beneficiário. Beneficiários do Bolsa Família receberão o auxílio de acordo com o último dígito do NIS.


O anúncio foi feito após reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o Ministro da Cidadania, João Roma, e os presidentes da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e Dataprev, Gustavo Canuto.


O auxílio emergencial 2021 está mais restrito do que o do ano passado. Será pago em quatro parcelas, com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da família, limitado a um benefício por família.


Serão beneficiadas 45,6 milhões de pessoas, 22,6 milhões a menos do que no auxílio emergencial de R$ 600, pago em meados do ano passado (68,2 milhões de pessoas).


Só vai receber o novo auxílio quem já recebeu no ano passado e, portanto, já está inscrito nos cadastros públicos usados para a análise dos pedidos. Quem não faz parte dos cadastros não receberá o benefício, visto que não haverá novos pedidos.


Cadastro Único e inscritos via app e site


Os pagamentos para este público começam em 6 de abril. Os pagamentos seguem mais uma vez as datas de nascimento dos beneficiários.


Os pagamentos serão feitos por meio de conta poupança digital da Caixa, que pode ser movimentada pelo Caixa TEM. Mais uma vez, será liberada primeiro a movimentação digital e, posteriormente, os saques.

Calendário Auxílio Emergencial 2021. (Foto: Economia G1)

Bolsa família

Já para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos começam em 16 de abril e seguirão o calendário já estabelecido para o benefício – sempre nos últimos dez dias úteis de cada mês.


Para este público, os pagamentos serão feitos da mesma forma que é pago o Bolsa Família.

Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família. (Foto: Economia G1)

Como saber se terei direito?

Os trabalhadores poderão consultar, a partir de 1º de abril, se receberão a nova rodada do Auxílio Emergencial. A consulta poderá ser feita no site da Dataprev, empresa estatal responsável por processar os pedidos, clique AQUI para acessar. O beneficiário deverá informar o CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento.


A partir de 2 de abril, a consulta poderá ser feita também pelos canais da Caixa: pelo auxilio.caixa.gov.br ou pelo telefone 111.


Qual será o valor do auxílio?


O valor do auxílio dependerá da condição de cada benefício:

  • Para quem mora sozinho: R$ 150

  • Famílias com mais de uma pessoa e que não são chefiadas por mulheres: R$ 250

  • Famílias chefiadas por mulheres: R$ 375.


Quem poderá receber?


É preciso atender uma série de critérios para receber o novo auxílio:

  • ser trabalhador informal ou beneficiário do Bolsa Família

  • ter renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 3.300)

  • ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 550)

  • ter recebido o auxílio emergencial em 2020.


Quem não poderá receber?


Não têm direito, segundo o governo:

  • trabalhadores formais, com carteira assinada

  • quem recebe benefício do INSS ou de programa de transferência de renda federal

  • quem recebeu o auxílio em 2020, mas não sacou nem usou o dinheiro

  • quem estiver com auxílio emergencial 2020 cancelado no momento da análise cadastral do novo auxílio

  • residentes médicos, multiprofissionais, beneficiários de bolsas de estudo, estagiários e similares

  • pessoas com menos de 18 anos, exceto mães adolescentes

  • presidiários

  • quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019

  • quem tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil

  • quem recebeu em 2019 rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superior a R$ 40 mil


Não serão abertas novas inscrições para o pagamento do benefício


A seleção será feita a partir dos beneficiários inscritos no programa original, excluindo aqueles que não se encaixarem nas novas regras do programa. Com isso, o número de beneficiários deve ser reduzido de 68 milhões para 46,6 milhões.

Foto capa: O Globo

Fontes: Ministério da Cidadania / Caixa Econômica Federal / G1 / UOL


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