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Vereador pede mais uma vez explicações sobre a situação do Galpão do Agronegócio

Polêmicas, incêndios, vandalismo, depredação, mais de 10 anos depois de sua construção o Galpão espera até hoje por um bom futuro

Durante a última Sessão Ordinária da Câmara Municipal, na segunda-feira (21) o vereador Cleber Tomaz de Camargos (Cleber Bicicletaria) entre outros assuntos tratados, ao usar a tribuna da casa, fez um requerimento verbal para a Prefeitura Municipal de Jardinópolis, pedindo explicações sobre o futuro do prédio do Galpão do Agronegócio, se vai ser reformado ou demolido, e qual a data de início das possíveis obras.


Vereador Cleber Bicicletaria durante sua fala na tribuna da Câmara Municipal. (Foto: Renato Gomes)

O Galpão do Agronegócio foi criado há mais de 10 anos, na gestão do ex-prefeito Mário Sérgio Saud Reis (Cebola), ele reuniria produtores do agronegócio local para venderem seus produtos.


Desde a sua inauguração, o galpão nunca encontrou uma destinação adequada, e passou por polêmicas, como a utilização do local por empresas privadas, por possíveis usos de uma feira livre que nunca deu a luz, e durante a gestão do ex-prefeito José Antônio Jacomini, houve uma tentativa de sediar no local uma espécie de incubadora de empresas, mas que não atraiu interessados em número suficiente, mesmo abrindo a experiência para outros setores que não o agronegócio.


Em 2013, se cogitou a instalação de uma escola do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), onde inclusive o diretor do SENAI de Ribeirão Preto na época visitou o Galpão e considerou, junto com sua equipe, que o local tinha potencial para a implantação da escola, mas era preciso fazer uma limpeza de entulhos que estavam no local e uma reforma, como a retirada de algumas paredes.


Recorte da edição 392 de 16 de novembro de 2013 do Jornal Mídia.

Na época, por inúmeros problemas, como o fato de não ter um local para o descarte dos entulhos gerados pela prefeitura em suas obras, o inicio para a limpeza do Galpão foi adiada para 2014.


Nesse meio tempo houve vandalismo no local, o abandono favoreceu a presença de usuários de drogas e acabou servindo também para abrigo de pessoas em situação de rua.


No final das contas acabou que o Galpão do Agronegócio continuou servindo de depósito de entulhos e pneus.


No começo do ano de 2016, a Associação Ciranda Viva entrou em acordo com o Prefeito na época, José Jacomini, onde a associação iria utilizar o espaço para suas atividades. Como a Prefeitura já sediava um espaço próximo ao cemitério para eles, achou por bem dar uma utilização de fato ao galpão, mas infelizmente problemas maiores surgiram.


Em março houve um incêndio no Galpão do Agronegócio. O incêndio foi justamente onde se alojava os pneus, com frente para a rua Ricardo Brassarola, e o galpão continuou como estava.


Janeiro de 2016, Galpão sendo usado como depósito. (Foto: Arquivo Jornal Mídia)

Março de 2016, interior do Galpão após incêndio. (Foto: Arquivo Jornal Mídia)

Em julho de 2017 outro incêndio tomou conta do galpão, dessa vez com estragos maiores, a estrutura ficou retorcida e parte do telhado desabou.


Julho de 2017, após o pior incêndio sofrido pelo Galpão, a estrutura distorcida e parte do telhado caiu. (Foto: Arquivo Jornal Mídia)

Agosto de 2018, o portão foi retirado mas o prédio continuou perigoso. (Foto: Arquivo Jornal Mídia)

Julho de 2017, interior do Galpão com parte do telhado que desabou logo após o incêndio. (Foto: Arquivo Jornal Mídia)

Agosto de 2018, parte do tealho que desabou, continuou praticamente no mesmo estado desde o incêndio 1 ano antes. (Foto: Arquivo Jornal Mídia)

O prédio continuou no mesmo estado de abandono e quase que por milagre nada pior aconteceu, pois bem em frente ao galpão crianças brincam diariamente, onde um campinho improvisado serve de lazer para os moradores, onde as pessoas entram por buracos na cerca da área entorno do galpão.


Durante esse ano de 2019, enfim providências foram tomadas pela Prefeitura, que começou a limpar o local e a remover parte da estrutura que estava prestes a cair.


Hoje o Galpão do Agronegócio permanece com uma boa parte em pé, um muro parcialmente caído, todo aberto, faltando parte do telhado, sem portas ou portões.


Outubro de 2019, interior do Galpão já limpo. (Foto: Renato Gomes)

Outubro de 2019, detalhe do telhado que desabou na época do último incêndio. (Foto: Renato Gomes)

Por fim restou um escrito no muro que diz: “Local exclusivo para educação, escola municipal, crianças".


Outubro de 2019, Inscrição no restou de uma parte do muro. (Foto: Renato Gomes)

Seria realmente bom se fosse essa a realidade.


Vamos aguardar a resposta da prefeitura para o vereador Cleber, e torcer para que das cinzas surja algo novo e bom, para a população.

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