Ministério Público pede exumar corpo de Orelha e apura atuação do delegado
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- há 23 horas
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou, nesta terça-feira (10), a exumação do corpo do cão comunitário Orelha, morto após supostas agressões na Praia Brava, em Florianópolis. Além disso, o órgão abriu um procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, na condução das investigações sobre o caso.
A decisão representa um novo capítulo na apuração do caso Orelha, que ganhou grande repercussão nacional e internacional desde a divulgação de imagens de agr3ssões contra o animal. Orelha, um cão conhecido pela comunidade local, vivia há mais de 10 anos na região da Praia Brava e era cuidado por pescadores e moradores antes de ser vítima de violência.
O pedido de exumação tem como objetivo permitir uma reavaliação pericial do corpo, a fim de esclarecer pontos técnicos que ainda geram dúvidas no inquérito e contribuir para a definição da causa exata da morte. Esse tipo de medida é pouco comum e costuma ser adotado quando há necessidade de novas evidências físicas que possam esclarecer eventos sob investigação.
Paralelamente, o MPSC instaurou procedimento preparatório para apurar se houve falhas ou irregularidades na condução do caso por parte de Ulisses Gabriel, atual delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina. O objetivo é verificar se houve atuação inadequada, omissões ou eventuais desvios funcionais durante as fases de coleta de provas, condução das diligências e relacionamento com as partes envolvidas no caso.
Indícios de coação, vazamentos indevidos de nomes de investigados e possíveis tentativas de influenciar a investigação figuram entre os pontos que podem ser analisados no procedimento, que ainda está em fase inicial.
O caso provocou uma série de protestos e mobilizações de grupos de proteção animal, que pedem mais transparência nas investigações e responsabilização dos envolvidos. Além disso, a morte de Orelha foi amplamente divulgada nas redes sociais, aumentando a pressão pública sobre as autoridades.
Até o momento, a Justiça já recebeu um inquérito policial concluído pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), e o procedimento envolvendo adolescentes apontados como suspeitos segue na Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE). A Polícia Civil também já havia informado sobre o indiciamento de familiares dos adolescentes por coação no curso das apurações.
A solicitação de exumação e a abertura de procedimento contra o delegado-geral marcam uma novo avanço na apuração desse caso que mobilizou a opinião pública e organizações de direitos dos animais.
Foto: Divulgação
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