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Neonazistas e extremistas são alvo de operação por planejar ataques em Brasília durante as eleições

  • Divulgação
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Neonazistas

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação para desarticular um grupo extremista suspeito de planejar atentados em Brasília durante o período das eleições de 2026. Segundo as investigações, os integrantes também utilizavam comunidades na plataforma Telegram para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos.


Batizada de Rede Interrompida, a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam armas e diversos objetos ligados a ideologias extremistas, entre eles um capuz em referência à Ku Klux Klan e uma bandeira dos Estados Confederados, frequentemente associada a movimentos supremacistas.


De acordo com a Polícia Civil, os investigados têm entre 19 e 31 anos. A apuração começou após um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.


As conversas analisadas pelos investigadores faziam referências constantes a Brasília como destino de uma mobilização prevista para o período eleitoral. Entre os conteúdos identificados estavam discussões sobre invasão de prédios públicos, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados, além do compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas, modelos tridimensionais de edifícios da região central da capital e manuais para fabricação de artefatos explosivos.


A investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. Até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. Segundo a Polícia Civil, a responsabilização individual dependerá da análise pericial do material apreendido e da conclusão do inquérito.


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Outra operação investiga grupo que incentivava violência contra mulheres

Também nesta terça-feira, outra operação foi deflagrada para investigar um grupo extremista suspeito de utilizar redes sociais para disseminar discursos de ódio e incentivar crimes contra mulheres.


As investigações começaram após a morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida durante uma transmissão ao vivo em uma plataforma de comunidades digitais.


Segundo a apuração, o grupo induzia vítimas à prática de atos violentos e divulgava as imagens produzidas nas redes. Suspeitos foram identificados nos estados de Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro.


As duas operações fazem parte do eixo de enfrentamento à misoginia digital, desenvolvido pelo Centro Integrado Mulher Segura, e contaram com apoio do Ciberlab e das Polícias Civis dos estados envolvidos.

Foto: Polícia Civil do Distrito Federal


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