Paciente denuncia exposição de diagnóstico de HIV em UPA de Ribeirão Preto
- Divulgação
- 17 de mar.
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Um jovem de 23 anos registrou boletim de ocorrência após denunciar ter sido exposto durante atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Sumarezinho, em Ribeirão Preto (SP).
De acordo com o relato, ele procurou a unidade na última segunda-feira (9) após uma situação de risco e buscava iniciar o protocolo de Profilaxia Pós-Exposição (PEP), tratamento de urgência oferecido pelo SUS para prevenir infecções como HIV.
Segundo o boletim, o paciente passou pela triagem e teve a pressão considerada alta, sendo classificado como atendimento prioritário. Ainda assim, ele afirma que aguardou por horas sem receber assistência adequada.
Atendimento e exposição do diagnóstico
O jovem relata que, ao questionar a demora, foi atendido de forma ríspida por uma funcionária, que informou a ausência de um profissional para dar continuidade ao atendimento.
Durante a permanência na unidade, ele percebeu que profissionais estariam comentando sobre seu caso. Diante da situação, chegou a acionar a Guarda Civil Municipal.
Após a coleta de sangue, o paciente afirma que uma médica comunicou o resultado do exame de forma pública, dizendo que o teste havia dado positivo para HIV e que não seria possível iniciar o protocolo.
A informação teria sido divulgada em voz alta e na presença de outros pacientes, acompanhantes e familiares, sem qualquer tipo de privacidade ou acolhimento.
Minutos depois, segundo o relato, uma enfermeira também confirmou outros exames reagentes da mesma forma, reforçando a exposição.
Registro do caso e investigação
O caso foi registrado inicialmente como difamação no 3º Distrito Policial de Ribeirão Preto, mas posteriormente passou a incluir violação de sigilo médico e injúria racial, equiparada ao crime de homofobia.
A advogada da vítima afirma que houve exposição ilegal de dados sensíveis e tratamento inadequado, destacando que a legislação brasileira garante o direito ao sigilo no diagnóstico de HIV.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que abriu um processo administrativo para apurar o caso e confirmou o afastamento de uma profissional envolvida.
A Polícia Civil segue investigando o ocorrido.
Foto: Sergio Oliveira/EPTV
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