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IRMÃ LAURA MOTTA: DE JARDINÓPOLIS À “SANTA DE CAMBUQUIRA”

Atualizado: Out 6

Religiosa nascida em Jardinópolis é tida como “Santa” pelos católicos de cidade no Sul de Minas Gerais.

Por Luiz Francisco Lé de Castro

Irmã Laura Motta, do lema “reza, confia e espera”, em foto disponibilizada no Blog Memorial Irmã Laura Motta.

Laura era o seu nome de batismo, o mesmo de profissão religiosa. Nascida na Fazenda Visconde de Parnahyba, em Jardinópolis, no dia 21 de junho de 1919, era filha do imigrante italiano Luciano Motta e de Brasilia Motta. Seus pais - como era a realidade de muitos imigrantes e lavradores de seu tempo - seguiam as oportunidades de uma vida melhor de fazenda em fazenda, migrando, assim, de cidade em cidade.


Tendo herdado o nome de sua madrinha, Laura foi batizada na Capela de Sarandy (hoje, de São Pedro Apóstolo, no distrito de Jurucê), pelo Padre Dr. João Lauriano, 6.º Vigário da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Jardinópolis.


Há alguns anos, envolvido por essa história, eu pude entregar aos fiéis católicos de Cambuquira/MG uma cópia de seu batistério, conservado nos registros de nossa cidade.


Aos 22 anos de idade e vocacionada à vida religiosa, Laura Motta ingressou na Congregação das Irmãs de Santa Marcelina e, em janeiro de 1945, professou os seus primeiros votos.


Trabalhou no Colégio Santa Marcelina, no Hospital Santa Marcelina e no Pensionato Santa Marcelina, todos em São Paulo/SP; em Belo Horizonte/MG e em Muriaé/MG, até que, em 1974, foi transferida para Cambuquira/MG, cidade do Circuito das Águas, onde se dedicou a trabalhos com pessoas carentes e, também, com alcoólatras.


Em Cambuquira, Irmã Laura Motta dividia o trabalho religioso com o social, chegando a ser desde a primeira Ministra da Eucaristia da cidade até a responsável pela construção e doação de casas populares. O seu trabalho social, contudo, é até hoje lembrado pelo cuidado que ela demonstrava pelos alcoólatras e moradores de rua, em passagens que vão de recolhê-los pelas ruas da cidade e levá-los até a associação em que ela vivia, à criação da Casa do Amor Fraterno, para abrigar moradores de rua, e do grupo de Alcoólatras Anônimos (AA).


Embora os processos de beatificação e canonização - que marcam o reconhecimento pela Igreja Católica de um Beato ou Santo - se demorem ao longo do tempo, para os católicos de Cambuquira a filha de Jardinópolis já é Santa e, antes disso, pode-se dizer que é, para todos, um exemplo de vida.


Em razão do primeiro centenário do nascimento da Irmã Laura Motta, em 2019, a “Fraternidade da Ordem Terceira do Carmo Irmã Laura Motta” de Cambuquira/MG se mobilizou para a construção de um memorial, no Parque do Marimbeiro, próximo às casas construídas e doadas pela freira. Para tanto, iniciou um processo de arrecadação de doações pelo site: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/memorial-do-centenario-de-irma-laura.


(Texto publicado no Jornal Mídia Digital em 02/05/2019).

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